Artigo escrito emnovembro 2015

Os charmosos bairros de Paris

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Paris é uma cidade onde cada bairro parece um village, que são numerados de 1 a 20 (arrondissement), cada bairro tem sua peculiaridade que reflete bem a população que habita.

1° – Da Place Vendôme à I’ile de la Cité o 1er arrondissement de Paris é o bairro dos grandes reis da França. O Palais Royal,  jardim de Tuileries,  Louvre,  Palais de la Cité, foi onde habitou durante séculos o poder royal , fazendo do bairro o mais suntuoso da cidade.

2° – Organizado em torno da antiga Bourse de Paris, o 2eme arrondissement aumentou durante o século XIX é onde se encontra uma das cinco places rouyales de Paris, a Place des Victoires. Bairro burgues, onde se instalaram vários bancos e onde encontra-se belas arquiteturas de todas as épocas, principalmente a Rue Reaumur, símbolo de inovação arquiterural do século XX.

3° – O 3eme arrondissement, que alguns chamam de Haut Marais, é um bairro super movimentado por causa do seu comércio de boutiques de marcas francesas, se tornou hype nos últimos anos. Galerias de arte, o Beaubourg, museus, ruas antigas e históricas.

4° –  O 4eme arrondissement abriga uma parte da I’Ile de la Cité, I’Ile de Saint-Louis, Hotel de Ville e o Centro George Pompidou, ele é antes de tudo caracterizado pelo Marais, um dos mais belos e antigos bairros da cidade.  Na região do Hotel de Ville depois dos anos 90 é onde se encontra os vários bares gays da cidade.

5° – O Quartier Latin é conhecido no mundo inteiro por seu valor cultural. O mais antigo bairro de Paris como a I’Ile de la Cité, onde se encontra vários vestígios da época Gallo-Romana, e a universidade da Sorbonne. Um bairro que respira a historia de Paris, com patrimonios de excepção, grandes museus e atmosfera estudante.

6° –  De Saint-Germain-des- Prés até o Jardim de Luxemburg, o bairro soube conservar sua atmosfera incomparável, entre burgues-boheme e luxo parisiense. Turistas e  intelectuais se misturam nos terraços dos cafés De Flore, e Deux Magots. Um dos preferidos dos brasileiros que visitam a cidade.

7° – A oeste de Saint-Germain-des-prés o 7eme arrondissement é um dos mais burgueses de Paris. Ao lado da Assemblée Nationale se encontra dezenas de suntuosos hoteis Particulier, transformados em embaixadas e ministérios. Um dos charmes do bairro é a Rue du Bac, com seu comércio e boutiques de prêt-à-porter, e a igreja da Nossa Senhora da Medalha Milagrosa, muito frenquentada por brasileiros. Onde se encontra também a famosa Torre Eiffel e os Invalides.

8° – Do lado direito do Rio Seinne o 8eme arrondissement é o bairro do luxo e da moda, simbolizado pelo triangle d’or formado pelo Avenue Montaigne, Rue George V, e a avenida Champs Elysée que se prolonga até a Rue Royale e a Foubourg Saint-Honboré. Um dos endereços mais importantes do bairro é o Palais de L’Elysée onde mora o presidente da república.

9° –  Um lindo bairro de arquitetura neoclassica, que conservou muito bem seus ares de village, principalmente perto da Rue des Martyrs. De Montmartre a pigalle passando pela Opera Garnier, endereço predileto de vários artistas.

10° – E impossível falar do 10eme arrondissement sem citar o Canal Saint-Martin que é com certeza um endereço de prestígio. Construido no início do seculo XIX, o bairro oferece uma lago super agradável, menos turístico e mais íntimo que o Seine.

E também o bairro das duas Gares, de L’Est e Gare du Norde, ambiente popular ótimo para fazer a festa.

11° – Entre Bastille e Belleville o 11eme arrondissement tem sido depois de um tempo super hypado pela juventude da cidade. No coração de Paris conservou uma atmosfera popular bem parisiense.

12° – Renovado várias vezes durante algumas décadas, o 12eme arrondissement ficou um pouco deixado pra la pelos parisienses. Com varios espaços verdes como o Parc Floral, o Bois de Vincennes, Parc de Bercy…, o bairro merece um espaço especial na cidade por sua ótima qualidade de vida.

13° – Entre a piscina Joséphine Backer e a passarela Simone-de-Beauvoir, o 13eme arrondissement tem clima familiar. Dois endereços fazem o charme do bairro, o Butte-aux-cailles com seus inumeros cafes arty, e o Triangle de Choisy onde vive a maior parte da comunidade chinesa na cidade.

14° – O 14eme arrondissement, o Baron Haussmann renovou todo o bairro em 1860.  Onde encontramos varios cafés super animados e o Parc Montsouris um dos mais belos de Paris.

15° –  O maior bairro da cidade, o 15eme arrondissement e calmo e tranquilo, clima bem familiar, onde encontramos os lindos parques, Georges Brassens e André Citroen.

16° – Com  a reputação do bairro mais burgues de Paris, o 16eme arrondissement é considerado um dos bairros mais agradáveis da capital, com  arquitetura supreendente entre Art-Nouveau e Neoclassico.

17° – O 17eme arrondisement é um pouco como dizer” lunático”, composto por tres grandes bairros, todos diferentes um do outro, Ternes, Monceau símbolo da burguesia parsiense do século XIX, e o bairro les Batignolles, popular e animado.

18° – O 18eme arrondisement tem duas versões a de Montmartre um dos endereços mais lindos de Paris,  e uma parte mais popular nem tanto agradável.

19° – Antigo bairro industrial, o 19eme arrondissement passou por uma grande transformação durante estes últimos anos, simbolizado pelo Parc de La Villete e seus museus, novo polo cultural da cidade; e um lindo parque, o Buttes de Chaumont.

20° – Conhecido pelo Cemitério Père-Lachaise o 20eme arrondisement o bairro de Belleville e de Ménilmontant é conhecido pela mistura de culturas dentro de um espírito tipicamente parisiense.

 

Lindas estações de metro em Paris

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Em seviço desde 1900, o metro parisiense tem 16 linhas que percorrem mais de 219 Km com 303 estações.
Já ha alguns anos as estações de metro em Paris deixaram de ser somente uma parada,  e se tornaram lugares de encontros de vida,que contam uma historia. Através da decoração e ambientação  de algumas estações voce tem uma noção do que era aquele lugar antes e o que tem de importante perto da estação.
Selecionei as consideradas mais belas pra voces  matarem as saudades!
Na ordem das fotos.
Foto 1 – Bastille – linha 1
Foto 2 -Cluny-La Sorbonne – linha 10
Foto 3 – Arts et Métiers – linha 11
Foto 4 – Cité – linha 4
Foto 5 – Franklin Roosevelt – linha 1
Foto 6 – Louvre-Rivoli – linha 1
Foto 7 – Concorde – linha 12
Foto 8 – Tuileries – linha 1
Foto – 9 – Passy- Bir Hakeim – linha 6
Foto 10 – Bastille – linha 1

Novos nomes na Haute Couture

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A cada saison de la Haute Couture, o Comité de Direction de la Chambre syndicale de la Haute Couture convida algumas maisons para desfilarem. Para a próxima semana da Haute Couture Parisiense vão desfilar como convidados pela primeira vez: o estilista chinês Guo Pei, famoso por revisitar a tradição chinesa nas suas coleções, uma de suas criações o vestido amarelo (Pizza) que a cantora Rhianna usou. O jovem prodígio da moda Yacine Aouadi que é considerado por algumas editoras a grande promessa fashion. E Iris van Herpen a estilista futurista e hyper moderna que já desfilou algumas vezes na Haute Couture.
Estas maisons  não são  conhecidas do grande público, mas no mundo da moda são conhecidas por vestirem várias celebridades e atrizes.
A próxima semana da Haute Couture acontece em Paris de 14 a 29 de janeiro/16.

 

Revistas francesas

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Algumas capas de revistas francesas deste final de semana,

A revista M do jornal Le Monde, trouxe três capas: Azul, “vivre avec “(viver com), Branca” vivre ensemble” (viver juntos) e a Vermelha” vivre en France” (viver na França).

A Elle traz uma mensagem de amor com um coração vermelho na capa do  número especial sobre a tragédia em Paris.

A Grazia uma linda foto de um rosto feminino com o símbolo da paz em Paris desenhado; e a mensagem que juntos vamos continuar a viver, amar, criar, sair, ler, sonhar com o amanhã e acreditar em um mundo mais tolerante.

Um grande restaurante em Paris

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Um verdadeiro restaurante de exceção é o “Le Grand Restaurant“, do chefe  étoilé Jean-François Piege.

Jean-François Piege conseguiu criar um lugar único, com alta gastronomia francesa, moderna e inovadora; onde  exerce e exprime sua criatividade e seu senso de humor. Com poucas mesas, tem decoração contemporânea com mármore, madeiras e o teto desenhado em espelhos cortados de formas diferentes. O cliente é superbem recebido: um desses momentos gastronômicos raros, onde você degusta o melhor da cusinha francesa em receitas surpreendentes e deliciosas, acompanhadas dos melhores vinhos.

É de dar água na boca!

Jean François Piege/Le Grand Restaurant7 rue d’Aguesseau,
75008 – Paris

Paris Amada…

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Quando escrevi  em janeiro sobre o atentado na sede do jornal “Charlie Hebdo“, eu não poderia nunca imaginar que falaria de outro atentado no mesmo ano em Paris. É muito estranho tudo isso. Depois dos primeiros momentos, do estado de choque, da profunda tristeza de ver o sofrimento das vítimas durante o acontecido, e de ver o desespero das famílias e amigos, a gente começa a se dar conta de que, desta vez, foi muito próximo de nós, e de maneira mais covarde que a anterior.

Não vou entrar em detalhes porque vocês acompanham tudo pela televisão no Brasil, que tem feito uma ótima cobertura.

Algumas pessoas me perguntam como está nosso estado de espírito. Nós, que moramos em Paris e frequentamos vários dos lugares que foram atacados, sentimos uma insegurança que tomou conta da cidade – as pessoas com semblante sério, ar triste de desolação. Dentro dos metrôs, quando se ouve um barulho diferente, todo mundo fica assustado, e várias vezes o metrô tem que ser parado durante o trajeto por problemas de objetos deixados e abandonados nas estações.

Um outro exemplo: segunda foi a abertura da “Saison de Ballet“, da Ópera de Paris, com a apresentação do “Ballet La Bayadère” na Ópera Bastille. As portas principais foram trancadas; o público entrou pela lateral do prédio. Na saída, quando estávamos chegando na porta, ouviu-se um estrondo na rua. Os seguranças e os policiais mandaram fechar as portas e ficamos trancados, em pânico, escondidos atrás de pilastras durante 15 minutos, até podermos sair.

Acho que dá para vocês perceberem o clima e o medo de que aconteça outro ataque na cidade.

Realmente, como saiu no “New York Times“, a França tem tudo que os fanáticos religiosos do mundo detestam. O país que criou os direitos humanos, mulheres livres e belas que dividem com amigos em um café uma garrafa de vinho. Liberdade de ter a crença que quiser, os perfumes sedutores, o respeito, a individualidade, a solidariedade quando necessário, e o repúdio a toda forma de violência, ditadura, e ignorância religiosa.

Paris é, e vai continuar sendo, a cidade mais maravilhosa do mundo. Essa tragédia não vai conseguir tirar o brilho desta cidade que me acolheu, me deu várias chances, me reconheceu como cidadão, me apreciou como amigo, me deu lições de vida. Eu amo Paris!

Em homenagem às vítimas desses oito ataques terroristas, escolhi vários símbolos de amor por Paris e solidariedade ao povo francês, que circulam nas redes sociais.

Todo o respeito e carinho também às vítimas do desastre em Mariana, na minha querida Minas Gerais.

E a vida continua…

 

http://lulacerda.ig.com.br/categoria/variedades-direto-de-paris/

O prédios insólitos de Paris

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Todos que conhecem Paris se admiram com a harmonia e beleza dos prédios estilo “Haussmanniens” que ocupam um lugar importante na arquitetura da cidade.

O livro “Paris, immeubles insolites“, que foi lançado pela editora Parigramme, veio pra quebrar um pouco esta harmonia arquitetônica e mostrar vários dos prédios insólitos da Cidade luz. Alguns, com inspiração medieval ou renascentista; outros, com inspiração vegetal.
Veja as fotos na galeria

 

Este artigo e vários outros na minha coluna desta semana no site:

http://lulacerda.ig.com.br/categoria/variedades-direto-de-paris/

O universo da Haute Couture Parisiense

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Raros são os privilegiados a ter ascesso aos ateliers de la Haute Couture parisiense . É exatamente o que propõe o lindo livro Maisons de Haute Couture de Désirée Sadek, e o fotógrafo Guillaume de Laubier.

Uma viagem dentro dos ateliers das maiores maisons de Haute Couture e suas confidências. Começando pelo atelier da maison Chanel rue Cambon ao 30 de l’avenue Montaigne ao encontro da Maison Christian Dior, passando pela rue Saint Martin no altelier de Jean-Paul Gaultier, um livro de 240 páginas que abre as portes destes ateliers secretos nos convidando a alcova dos salões da Haute Couture. Desenhos e  croquis que farão a moda de amanhã, aos bordados  feitos a mão pedra por pedra de um modelo que é quase uma obra de arte.

Uma entrada inédita no coração de um  património de exceção que nos faz ver a moda de uma forma diferente.

Digno de grandes bibliotecas e para colecionadores, esta linda edição revela através de imagens e textos uma nova visão sobre o mundo da moda e seus artesões.

Editora La Martiniere