A famosa Place Vendôme em Paris

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Um pouco da historia da famosa Place Vendôme em Paris,  e suas várias modificações.

Seu primeiro projeto, de 1670, que nunca viu seu término, foi modificado em 1685. Mr. Louvois convenceu Louis XV a comprar o Palacete Vendôme e o convento dos frades Capuchinhos para construir uma praça com o intuito de facilitar o trânsito, abrindo uma rua que a ligaria à Place des Victoires. Mas o projeto foi abandonado por falta de verba. Tempos depois, Hardouin Mansart e Germain Boffrand elaboraram um projeto de uma praça dando acesso à Rua Saint-Honoré, onde se situariam vários prédios públicos, como a Casa da Moeda, Casa da Biblioteca Real etc. No centro, uma estátua feita de bronze pelo escultor Girardon e inaugurada em 1699. Neste mesmo ano, o projeto foi novamente alterado, pois o rei vendeu a praça à cidade de Paris. Finalmente, foi com a verba de seis especuladores que ela foi concluída, com uma forma octogonal e fachadas assinadas pelos grandes arquitetos Hardouin Mansart, Boffrand, Buffet, Mollet, Le Maître e outros. Os grandes financeiros Crozat, John Law e muitos outros construíram suas suntuosas residências. Cem anos depois da inauguração, a estátua do rei foi destruída, e a praça, invadida pela ervas daninhas.

Foi Napoleão, assessorado por Vicent Denon, quem a transformou e erigiu a coluna Vendôme, em homenagem aos soldados da Batalha de Austerlitz, com uma estátua sua no alto (foi com o bronze de 1.000 canhões apreendidos na mesma batalha que a coluna foi feita). A coluna foi destruída durante a Revolução, e a atual é uma reprodução da que foi feita por Chaudet. Os desenhos dos baixos-relevos são de autoria de Ethiene Bergeret e ilustram a história da Batalha de Trajano contra os Daces. São 76 cenas esculpidas e apresentadas em torno da coluna, formando uma espiral medindo 200 metros de comprimento.

No número 15, fica o Hotel Ritz que, desde 1898, acolheu inúmeras celebridades como: Marcel Proust, Rudolph Valentino, Ernest Hemingway, Coco Chanel e Charlie Chaplin, entre outros. No número 12, viveu e morreu Frédéric Chopin e, na fachada do número 13, o “Metro-étalon”, o primeiro metro colocado sob uma das janelas durante a revolução, para que a população se familiarizasse com o novo sistema de medida. Durante várias décadas foi o endereço preferido dos costureiros parisienses , e hoje é o preferido das mais famosas joalherias do mundo.”

 

Este artigo e vários outros na minha coluna desta semana no site:

 

http://lulacerda.ig.com.br/categoria/variedades-direto-de-paris/